A contagem decrescente | E os receios a aumentarem


Estamos quase a 1 semana da data D, e muito se passa na minha cabeça.

Os miúdos já foram e já vieram do Algarve, a casa está agitada e barulhenta outra vez. Vieram felizes da vida mas com saudades, e eu também já estava com saudades. O Tomás até cantava pelos corredores e o João desfazia-se em beijos e abraços. 
Esta semana, de mini férias, de só nós os dois, deu para descansar muito, as contrações diminuíram bastante e as olheiras também. Mas já estavamos todos com saudades, e muitas.

3 filhos. Pois é, vamos mesmo ser 5.
Como vai ser a nossa logística? O nosso dia-a-dia? Como vou (me) dividir pelos 3? Dizem que o filho do meio é o que sofre mais, o que se sente mais perdido e o que fica mais 'abandonado'. Saberemos nós os dois ver isso? Saberemos contornar isso?
E o tempo, ou a falta dele? Como vou desdobrar-me e multiplicar-me para estar com todos, mais marido, mais o tempo para mim?

Não falo das noites mal ou pouco dormidas, não falo do voltar às fraldas, nem dos biberões, pois sei que isso tudo são fases, e que passa com o tempo. O que fico mais preocupada é com a vida que vem a seguir, com eles todos mais crescidos, com idades diferentes, com a gestão do dia-a-dia. Sei que vamos conseguir fazer com que tudo funcione, é só uma questão de tempo (e paciência), mas são receios que fico a pensar. 

Mas o meu maior receio não é dia-a-dia, nem as rotinas, nem o tempo, nem a casa ou a vida do quotidiano. O meu maior receio é que vou ter 3 pequeninos, meus, e que dependem e precisam muito de mim. Assusta-me o quão importante sou na vida deles, e quanto posso influenciar as suas vidas, o quanto precisam de mim. Assusta-me saber que sou para eles o que a minha mãe é para mim. E que tudo o que faço ou digo tem um impacto na vida deles muito maior e profundo do que eu imagino.  Temos uma dimensão muito maior do que achamos, eu, o pai, a casa, a nossa vida. E assusta-me ainda mais pensar que que se me acontecer alguma coisa, qual será o impacto na vida deles. 

Por outro lado, já não imagino sermos só 4. Desde do primeiro dia que descobri que estava grávida, mesmo com poucos meses, mesmo supreendida já não nos imaginava a sermos só 4 outra vez. Já não fazia sentido, já não éramos nós. Curioso como há um ano estávamos a ter as piores notícias da nossa vida, e um ano depois, quase no mesmo mês, tivemos uma das melhores surpresas que podíamos ter tido. 
É realmente aos poucos que a vida vai dando certa, e que se vai encaixando tudo. 



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